sexta-feira, 27 de abril de 2012

O trabalho na sociedade tribal


Para se analisar o trabalho dentro do âmbito da sociedade tribal é preciso que se deixe de lado todos os conceitos preestabelecidos em relação ao mesmo dentro da sociedade moderna, uma vez que essas duas sociedades não têm semelhanças em comum. Pois é perceptível que na sociedade tribal não existe uma hierarquia ou separação do trabalho por classes sociais, mas apenas uma simples divisão de tarefas por sexo e idade, onde as mulheres ficam responsáveis por cuidar dos filhos e da casa; as crianças pela colheita e plantio; e os homens pelo serviço mais “pesado” como a caça, pesca, guerra.

É de total relevância saber que a idéia do trabalho como algo separado das outras atividades da tribo não têm nenhum fundamento nessa sociedade, uma vez que todas as atividades produtivas não funcionam de forma isolada, mas está sempre ligada aos ritos, mitos, ao sistema de parentesco, às festas, às artes, enfim, a toda a vida social, econômica, política e religiosa da mesma, pois para essa sociedade o trabalho separado de toda a sua cultura não têm nenhum valor ou importância.

Embora não haja uma divisão do trabalho isso não quer dizer que ela seja desorganizada ou que não tenha suas necessidades essenciais satisfeitas, muito pelo contrario, pois se dispõem não apenas de uma boa qualidade de vida (isto é, quando não se mantinha contato com o “mundo civilizado”), como uma pequena carga horária de trabalho que em média é 3 horas por dia, fazendo assim que ela seja caracterizada como "sociedades do lazer", ou as primeiras "sociedades de abundância”.

Mas a explicação para o fato de os membros dessa sociedade trabalharem menos, está ligado a forma com que eles se relacionam com a natureza, pois através da observação eles conseguem definir o tempo correto do plantio, da colheita, além de conhecerem os animais e a forma com se reproduzem, podendo assim ser chamada de uma sociedade sustentável, pois consomem os recursos da natureza respeitando a sua ordem, e seu tempo e proporcionalmente a sua necessidade.

“Mas o que mais importa para essa sociedade é o sentido de unidade em todos os seus aspectos”


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